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Crítica de Cinquenta Tons de Liberdade
Sinopse: Superados os principais problemas, Anastasia (Dakota Johnson) e Christian (Jamie Dornan) agora têm amor, intimidade, dinheiro, sexo, relacionamento estável e um promissor futuro. A vida, no entanto, ainda reserva surpresas para os dois e fantasmas do passado como Jack Hyde (Eric Johnson) e Elena Lincoln (Kim Basinger) voltam a impedir a paz do casal.
Elenco: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Eric Johnson, Rita Ora, Luke Grimes, Victor Rasuk, Eloise Mumford, Jennifer Ehle. Diretor: James Foley.
Ohhh eles casaram, depois de toda aquela p****ia e sadomasoquismo, Anastasia e Christian finalmente encontram a união matrimonial. Mesmo o casamento, que na verdade, é um pretexto para dar um gancho "bonitinho" que arranca suspiros de uma platéia grande, porém selecionada, não consegue evitar que sérios problemas para nossos heróis apareçam. Sendo assim, os livros de E.L. James podem ter sido um sucesso de vendas, com severas críticas por seu conteúdo pornográfico liberado em todas as prateleiras, disponível para qualquer menor de idade pegar, mas a adaptação para os cinemas é um lixo mal dirigido, com um roteiro raso e o casal principal sem química que não gostaria de estar lá.
Muitos vão dizer que "os atores estão lá porque querem". Mas por muitas vezes isso não é verdade, confira, por exemplo Emily Blunt em As Viagens de Gulliver, Edward Norton em Uma Saída de Mestre, Val Kilmer em Top Gun - Ases Indomáveis, Channing Tatum em G.I. Joe - A Origem de Cobra ou Natalie Portman em Thor: O Mundo Sombrio. Desses 5 exemplos, todos estavam presos a contratos e foram obrigados a atuar em outras produções. Emily Blunt por exemplo assinou para atuar em O Diabo Veste Prada e uma cláusula no contrato a obrigava a atuar em mais uma produção da FOX, daí a jogaram em Gulliver (sorte dela que o filme não manchou sua carreira, pois Halle Berry não teve a mesma "sorte" com Mulher-Gato). Então a atuação pobre do casal protagonista de Cinquenta Tons de Liberdade demonstra que, no mínimo, alguma coisa não estava correta.
Sobre essa terceira parte de "50 tons", o que dizer?
O filme é um imenso vazio, literalmente. Tudo o que era para ser explorado, já foi usado nos filmes anteriores e nem mesmo a "semi pornografia" salva o interesse da maioria das pessoas que procuram esses filmes só por esse motivo, pois no primeiro filme foi criada aquela curiosidade toda em como fariam as cenas mais extravasantes do livro, no segundo filme já teve aquela aceitação e tudo ficou mais livre, mas no terceiro, até mesmo isso conseguiram deixar sem graça.
A própria sinopse dessa terceira parte já revela: "Anastasia e Christian agora têm amor, intimidade, dinheiro, sexo, relacionamento estável e um promissor futuro". Então o que surge depois disso é jogar na cara de quem torce pelo casal, que eles nunca serão felizes, nem mesmo o casamento dos dois (a ideia mais clichê do cinema/literatura/novelas para que os personagens encontrem o final feliz) salva dos problemas.
Os personagens mostram que são adolescentes em corpo de adultos. Suas qualidades sociais e interações são horríveis. A falta de naturalidade é percebida de longe.
Dizer que Cinquenta Tons de Liberdade tem alguma qualidade é muito difícil, pois consegue perder, até tecnicamente, para as duas primeiras partes que já eram ruins. Sendo assim, o fechamento da trilogia tem tudo para ser um sério candidato a um dos piores filmes de 2018.
Jamie Dornan já disse que se caso os produtores (claro, sempre com o pensamento mercenário) decidam fazer mais um filme, ele está fora. Disse que ficou velho para o papel, mesmas palavras de Robert Pattinson sobre fazer outro Crepúsculo. Mas a verdade é que os dois estão "gritando": Me deixem em paz, já fiz minha parte... Isso pode ser constatado quando Jamie Dornan disse que terminou o primeiro 50 Tons, teve problemas seríssimos em seu casamento.
Verdade seja dita, muita gente idolatra 50 Tons, mas são filmes para se esquecer e nem mesmo se consagram dentro do próprio gênero. Quer filmaços do tema erótico/suspense/drama? Confira clicando abaixo:
* Vitimas de uma Paixão (atuação emblemática de Al Pacino)
Entre outros...
Desculpe, mas existem filmes muito superiores ao Cinquenta Tons de Liberdade.
TRAILER DO SITE ADORO CINEMA
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Crítica de Maze Runner: A Cura Mortal
Sinopse: No final épico da saga Maze Runner, Thomas lidera seu grupo de Clareanos em fuga em sua missão final e mais perigosa até então. Para salvar seus amigos, eles devem invadir a lendária Última Cidade, um labirinto controlado pela CRUEL que pode vir a ser o labirinto mais mortal de todos. Qualquer um que o complete vivo, receberá respostas às perguntas que os Clareanos têm feito desde que chegaram ao labirinto.
Elenco: Dylan O'Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Ki Hong Lee, Dexter Darden, Will Poulter, Jacob Lofland, Rosa Salazar. Diretor: Wes Ball.
Lembro do quanto foi empolgante o primeiro filme de Maze Runner: Correr ou Morrer (2014), colocando um bando de moleques em um labirinto que parecia impossível de fugir com suas paredes que se moviam, cercados por uma estranha tecnologia que serviam de sentinelas para dificultar mais ainda as tentativas de fuga. Dai então chegamos ao segundo filme, Maze Runner: Prova de Fogo (2015), lançado um ano após o primeiro justamente para não perdermos o embalo e continuarmos acompanhando o grupo de jovens ainda unidos contra uma corporação. Esta continuação, porém, lembrou muito mais o game The Last of Us, incluindo o "mesmo tipo de zumbis" que penso que não se encaixaram muito bem no universo de Maze Runner, mesmo assim o filme não deixou de ser frenético e cheio de adrenalina.
Este Maze Runner: A Cura Mortal veio para fechar uma franquia cheia de ação, mas mesmo assim não emplacou tanto quanto merecia nos cinemas. Embalado por sucessos de adaptações adolescentes para o cinema, como Crepúsculo, Jogos Vorazes, Divergente, entre outros, Maze Runner se destaca como a melhor "saga", se compararmos com seus concorrentes. Os 3 filmes, claro, renderam muito aos seus estúdios e colocaram Dylan O'Brien como uma nova aposta em filmes do gênero. Mas mesmo assim, lá no fundo, sabemos que todas essas obras adaptadas não irão figurar, por exemplo, em uma lista de "top 100 melhores filmes da história", ou até mesmo ser reconhecido em grandes premiações (a não ser por categorias técnicas ou música, mas aí não é mérito do próprio filme).
Maze Runner: A Cura Mortal é o mais complexo e mais agitado filme da franquia. Logo na primeira sequência, vemos o que nos aguarda durante todo o filme: muita ação. Nos minutos iniciais, temos uma perseguição de carros, trens e naves que tiram o fôlego e colocam os atores (e dublês) no meio de toda a operação. O roteiro entrega algumas das respostas para as perguntas feitas nos filmes anteriores e várias cenas bastante óbvias que encerram a trama de maneira bastante decente.
Ao contrário de seus "concorrentes", Maze Runner é uma adaptação que se mantém digna, trabalhando em uma história completa com seus filmes nunca precisando serem divididos em duas ou mais partes focados unicamente em arrecadação. Mas, que ainda, não deixam de serem filmes adaptados de obras literárias feitas para o perfil adolescente.
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Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
Crítica de Viva - A Vida é uma Festa
Sinopse: Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.
Elenco original: Anthony Gonzalez (VIII), Benjamin Bratt, Gael García Bernal, Edward James Olmos, Alanna Ubach, Jaime Camil, Luis Valdez, Selene Luna. Diretores: Lee Unkrich, Adrian Molina.
Lembro de todo o alvoroço que se fazia quando a Pixar ia fazer um lançamento. Toy Story, Mostros S.A, Procurando Nemo, entre tantos outros, ou até mesmo os curtas sempre exibidos antes dos longas. Era sempre muita expectativa que foi desaparecendo com lançamentos medianos e até mesmo fracos, não tirando os avanços tecnológicos e qualidade que sempre são impressionantes, mas falhando no que mais importa, o roteiro, entre sequencias que tentaram o embalo do original ou lançamentos sem tantos atrativos. A própria parceira, Disney, conseguiu se estabelecer novamente como a grande produtora de animações, agora também mergulhando de cabeça definitivamente no 3D.
Viva - A Vida é uma Festa é uma nova investida para a Pixar, o filme é divertido, tocante, com personagens que ficam fáceis em criar uma identidade com o público.
Quem assiste o filme ainda nota o quanto é envolvente a história do protagonista Miguel, que infelizmente escolheram um nome muito clichê para o personagem, mas esse é o "menor dos problemas". tendo em vista que é a primeira animação dos estúdios Disney/Pixar dedicado 100% à cultura mexicana. Desde o início, o filme apresenta diversos elementos do país e seu povo como os mariachis, as telenovelas e a devoção ao Día de los Muertos. Tudo isso é sensacional.
O filme é muito tocante ao mostrar o personagem sofrendo um preconceito até comum por ter vocação para a música e também tratar de assuntos delicados como morte e perdas.
Tecnologicamente, o filme revoluciona, como já é de praxe da Pixar. Mesmo com lançamentos muito fracos como Carros 2, Valente e Procurando Dory, convenhamos, eram lindos e impressionantes no visual. A diferença em Viva - A Vida é uma Festa é que consegue ser ainda mais bonito que todos os outros, além de um roteiro muito bem feito.
Altamente recomendado, Viva - A Vida é uma Festa vale cada centavo do ingresso nos cinemas, até mesmo arrancando lágrimas de alguns na plateia. Acima de tudo, o filme não tenta nos empurrar causas sociais, vitimismo ou qualquer outro tema polêmico. Apenas se ajeite na poltrona e curta um bom filme.
TRAILER DO SITE ADORO CINEMA:
Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
domingo, 3 de dezembro de 2017
Crítica de Assassinato no Expresso do Oriente
Sinopse: O detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh) embarca de última hora no trem Expresso do Oriente, graças à amizade que possui com Bouc (Tom Bateman), que coordena a viagem. Já a bordo, ele conhece os demais passageiros e resiste à insistente aproximação de Edward Ratchett (Johnny Depp), que deseja contratá-lo para ser seu segurança particular. Na noite seguinte, Ratchett é morto em seu vagão. Com a viagem momentaneamente interrompida devido a uma nevasca que fez com que o trem descarrilhasse, Bouc convence Poirot para que use suas habilidades dedutivas de forma a desvendar o crime cometido.
Elenco: Kenneth Branagh, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Josh Gad, Derek Jacobi, Penélope Cruz, Willem Dafoe, Daisy Ridley. Diretor: Kenneth Branagh.
Para quem não sabe, publicado no Reino Unido em 1º de janeiro de 1934, Assassinato no Expresso do Oriente foi o 19º livro escrito por Agatha Christie e um dos que marcariam para sempre a sua carreira, sendo lembrando, adaptado para diversas mídias e republicado centenas de vezes ao longo dos anos.
Tenho minha própria mãe como uma fanática pelos livros da escritora, leu simplesmente TODOS, sendo ela uma conhecedora de carteirinha de detalhes impressionantes. Assassinato no Expresso do Oriente é um dos seus favoritos e qualquer adaptação para o cinema passaria por sua atenção detalhada.
Infelizmente, minha mãe não assistiu ainda esse novo filme dirigido por Kenneth Branagh, mas provavelmente a presença de Johnny Depp vai fazer com que ela já dê pontos positivos antes mesmo de assistir, afinal, ela é uma fã do ator.
Como o próprio título revela (dublado para o português com exatidão, algo raro) a história é sobre uma viagem que é interrompida por um assassinato e todos no trem se transformam em suspeitos. Essa base de história é muito comum de Agatha Christie.
Com o desenrolar da investigação, novos detalhes aparecem e revelam, é claro, que há uma história maior por trás do que ocorreu naquele trem. O roteiro muito bem feito e a direção de Kenneth Branagh que também atua como protagonista, nos revela um filme montado com excelência, passando informações para o público sem estragar a história e, claro, revelando um final surpreendente.
A atuação de todos é ótima, desde o diretor/ator Kenneth Branagh, também Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz e Willem Dafoe são sempre competentes, ainda mais quando um diretor sabe o que faz.
No fim das contas, desde o mais fanático fã de Agatha Christie até a pessoa mais leiga, Assassinato no Expresso do Oriente é uma ótima escolha para quem quer um filme inteligente, cheio de suspense e reviravoltas. Fica a dica.
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
domingo, 26 de novembro de 2017
Crítica de Pai em Dose Dupla 2
Sinopse: Após resolverem suas diferenças, Brad (Will Ferrell) e Dusty (Mark Wahlberg) precisam agora lidar com uma nova situação complicada: a súbita aparição de seus pais (John Lithgow e Mel Gibson), que possuem comportamentos bem diferentes.
Elenco: Will Ferrell, Mark Wahlberg, Mel Gibson, John Lithgow, Linda Cardellini, John Cena, Owen Vaccaro, Scarlett Estevez. Diretor: Sean Anders.
A parceria entre Will Ferrell e Mark Wahlberg funcionou muito bem no filme Os Outros Caras (2010), um filme pastelão e cheio de absurdos que conseguiu arrancar algumas risadas. No filme Pai em Dose Dupla (2015) houve uma nova tentativa que não foi assim tão divertida. Mas e esse Pai em Dose Dupla 2 (2017)?
O ano de 2017 não foi bom para comédias, com isso, Pai em Dose Dupla 2 acaba sendo o lançamento mais divertido do gênero. Bem mais divertido que o primeiro filme, essa sequencia possui piadas que funcionam em quase todos os momentos. Will Ferrell é novamente mais do mesmo, ou você ama sua atuação ou odeia, pois seu jeito infantilizado e atrapalhado é uma marca que ele sabe usar. Mark Wahlberg está como no primeiro filme, é a "opção descolada, independente e de boa aparência de um pai". As gratas aparições do filme são os "vovôs" Mel Gibson, que aqui surge atuando no que parece ser ele mesmo com um jeito canastrão e John Lithgow que é a participação mais agradável e divertida do filme, como um pai dócil e que mima seu filho.
Pai em Dose Dupla 2 possui a temática natalina, foi um risco para o estúdio, pois filmes natalinos perderam sua força com o passar dos anos, o apelo comercial não funciona mais como antigamente. Foi uma grata surpresa no cinema, ver novamente um lançamento que traz novamente a importância da reunião familiar, que apesar dos atritos que ocorrem entre os personagens, mostra como é bom reunir todos que amamos.
Apesar de ser um bom lançamento de comédia, o filme não pode ser considerado brilhante, mas dentro do gênero, até que consegue valer a pena. É um filme leve e familiar com uma boa mensagem, são colocadas em xeque questões de relações familiares, como o amor entre pai e filho, intimidade das relações, inserção de novas figuras, como o caso do padrasto. E isso é feito com cuidado, impondo um equilíbrio e apreciação de todos os lados.
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Daniel Fontebasso
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