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sexta-feira, 10 de março de 2017

Evil Dead (trilogia) análise e curiosidades



CURTIU O VÍDEO?

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Crítica de Kong: A Ilha da Caveira


Sinopse: 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Dois aviões, um americano e outro japonês, são abatidos em pleno combate aéreo. Os pilotos sobrevivem, chegando a uma ilha desconhecida no Pacífico Sul. Lá eles dão continuidade à batalha, sendo surpreendidos pela aparição de um macaco gigante: Kong. Em 1973, Bill Randa (John Goodman) tenta obter junto a um político norte-americano a verba necessária para bancar uma expedição à tal ilha perdida. Ele acredita que lá existam monstros, mas precisa de provas concretas. Após obter a quantia, ele coordena uma expedição que reúne militares, liderados pelo coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson).



Muito esperei por este filme, alias, fiz a maior propaganda de que iria assistir e ainda por cima o trailer assisti dezenas de vezes, com o take genial apenas das sombras dos helicópteros chegando na ilha e a imagem revela que uma delas era uma libélula. O filme prometeu trazer elementos clássicos de Kong, como enfrentar animais gigantes na ilha, genial.

Verdade seja dita, é um risco imenso fazer uma sequência de um clássico do cinema, entre refilmagens do clássico de 1933 e tentativas se sequências, totalizam com esse Kong: A Ilha da Caveira, oito filmes. O que inclui até mesmo nosso querido primata gigante "saindo no braço" contra Godzilla, em um filme japonês de 1962 chamado King Kong vs. Godzilla, que, pasme, terá uma refilmagem em 2020.

Além do primeiro filme clássico de 1933, digamos que os que deram certo foram King Kong, de 1976, estrelado por Jeff Bridges e Jessica Lange e também King Kong de 2005, do diretor Peter Jackson.

Sendo assim, por que Kong: A Ilha da Caveira não entra na lista dos melhores?

A resposta é simples, o roteiro do filme se sabotou. Infelizmente, entre um trailer lindo e empolgante, cenas espetaculares e efeitos especiais de primeira linha, o filme caiu em um roteiro fraquíssimo, o elenco se mostrando totalmente descompromissado e diálogos ridículos em certos momentos.

O roteiro foi escrito por três pessoas, foram Max Borenstein (Godzilla de 2014)Dan Gilroy (Gigantes de AçoO Legado Bourne) e Derek Connolly (Jurassic World e Monster Trucks). O que passou foi a ideia de que os três não se conversaram, mandaram o roteiro um para o outro, mudaram o que queriam e jogaram para produzir, com os dizeres no cartaz "dos mesmos produtores de Godzilla", aquele de 2014 que também não foi assim um imenso sucesso.

Quando se vê um elenco com Tom HiddlestonSamuel L. JacksonBrie LarsonJohn C. Reilly e John Goodman, se imagina que será uma baita disputa de quem tem mais talento, afinal todos são excelentes, mas não foi assim. Tom Hiddleston, em alta por seu Loki de Thor e Os Vingadores, está fraco. Samuel L. Jackson já se acomodou em seu próprio clichê e diverte a plateia sempre com seu estilo. John C. Reilly será sempre ele mesmo e John Goodman foi talvez o que se salvou. Brie Larson foi a maior prejudicada, vinda de um Oscar, deu um tiro no pé esperando o filme fosse melhor do que realmente foi e com uma fraca atuação não conseguiu criar química com Kong.

O filme se revela unicamente com o compromisso de entreter, com explosões, lutas de criaturas gigantes, tiros e muito mais... é realmente competente com efeitos especiais e o realismo da computação gráfica deixam para trás outros filmes recentes como A Lenda de Tarzan ou Mogli - O Menino Lobo. Surpreendente e realista.

Realmente um pecado o filme ter trailers tão geniais e quando vamos no cinema, o roteiro falha tão grandemente. Kong: A Ilha da Caveira vale seu ingresso para encher os olhos e para esquecer depois de 15 minutos que você sai do cinema, assim que esbarra em um fast-food.

Trailer do site:


Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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segunda-feira, 6 de março de 2017

Crítica de Logan

Sinopse: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.

Elenco:

Personagem : Logan / Wolverine
Patrick Stewart
Personagem : Charles Xavier / Professor X
Dafne Keen
Personagem : Laura Kinney / X-23
Boyd Holbrook
Personagem : Donald Pierce
Stephen Merchant
Personagem : Caliban
Elizabeth Rodriguez
Personagem : Gabriela
Richard E. Grant
Personagem : Dr. Zander Rice
Eriq La Salle
Personagem : Will Munson








Diretor: James Mangold


Filmaço, acho importante que já se abra o texto com a palavra que define o longa. Por mais que o filme conquiste o público em sua exibição total, desde os trailers já não dava para pensar diferente, com cenas espetaculares que foram cuidadosamente selecionadas para chamar atenção sem ter a necessidade de revelar demais trama, e músicas como Hurt, de Jhonny Cash  e Way Down We Go, de Kaleo, fizeram ainda mais os trailers ganharem força e não nos deixarem piscar.

Os filmes dos X-Men, de fato foram os que trouxeram de volta aquela mágica dos filmes de super-heróis, entre filmes ótimos e outros vergonhosos, os filmes desses heróis da Marvel sempre trouxeram Hugh Jackman encarnando Wolverine, mesmo que em uma aparição relâmpago. Isso torna o casamento entre ator e personagem algo perfeito, assim como poucos outros atores na história conquistaram, fazendo sempre que pensamos no personagem, já vem o rosto do ator para identificarmos.

Logan é o terceiro filme solo de Wolverine. Chegou após dois filmes que não agradaram o público, desde o fraquíssimo X-Men Origins: Wolverine (2009), até Wolverine: Imortal (2013) cuja sequencia do trem bala "salvou" o filme todo, seria normal que este terceiro filme solo, Logan, deixaria os fãs com um pé atrás.

A atuação de Hugh Jackman e Patrick Stewart, emocionam demais, fazendo mesmo jus ao imenso talento desses dois atores.

Vemos em Logan, um Wolverine maduro e cansado, querendo distância de tudo o que o cercava, exceto a presença de Charles Xavier, seu mentor de longa data. A história se passa em 2029, em um futuro não muito distante, onde os mutantes deixaram de nascer e os poucos restantes são perseguidos pelo governo. Mas a relação do filme com a HQ que o inspirou, o Velho Logan, de Mark Millar e Steve McNiven. é pouca, Logan parece mais inspirado em filmes como Filhos da Esperança. Se não fossem as garras do Wolverine e o universo mutante, o filme se passaria mais como um drama que valoriza relações e narra a história de fugitivos do governo. Além de Logan, nosso Wolverine, estar envelhecido e cansado, nosso querido Professor Xavier também não esbanja saúde e apesar de toda sua sabedoria, aparece já debilitado e senil. A relação entre Logan e Charles Xavier está mais como uma relação entre um pai idoso e um filho maduro, com direito a levar o velho mentor para deitar na cama e trazer remédios para ele.

É incrível ainda ver como o longa permanece competente, mesmo com toda essa característica melancólica, o surgimento da personagem X-23 faz o filme ficar ainda mais interessante e queremos mesmo ver o sucesso dos personagens, torcendo por eles a cada segundo.

Mais do que qualquer crítica, Logan se mostrou um filme que conseguiu finalmente se afastar de interferências de estúdios e de executivos do cinema. Não é um filme para agradar todo tipo de público e muito menos foi picotado para ter a famosa "censura 12 anos". É um filme para ver no cinema, em tela gigante e com um ótimo som. Afinal, na exibição do Festival de Berlin, o filme arrancou lágrimas do público e foi aplaudido em pé. Quantos filmes de herói podemos dizer que conquistaram isso?

TRAILER DO SITE

Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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