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domingo, 28 de maio de 2017

Crítica de Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar


Sinopse: O capitão Salazar (Javier Bardem) é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar.

Elenco: 

Johnny Depp
Personagem : Captain Jack Sparrow

Javier Bardem
Personagem : Captain Salazar

Brenton Thwaites
Personagem : Henry Turner

Kaya Scodelario
Personagem : Carina Smyth

Orlando Bloom
Personagem : Will Turner

Geoffrey Rush
Personagem : Captain Barbossa

Kevin McNally
Personagem : Joshamee Gibbs

Golshifteh Farahani
Personagem : Shansa









Piratas do Caribe iniciou nos cinemas de maneira promissora, o primeiro longa surpreendeu por sua adaptação fantástica da atração da Disney e também rendeu uma indicação ao oscar de Johnny Depp, sem contar os impressionantes efeitos especiais e a trilha sonora que se colocou em uma das maiores obras do cinema atual. Suas sequencias não renderam a mesma qualidade, cada vez mais descendo a qualidade de roteiro e também se apoiando totalmente no carisma de Jack Sparrow. Um dos maiores sinais de que o dinheiro é apenas o que importa, a segunda parte e a terceira parte foram filmados de uma vez só, como um filme apenas que foi dividido em dois, para que ambos fossem lançados com um curtíssimo período de diferença. Sinal do cansaço total foi a quarta parte, que saiu da linha que seguia, surgindo com novos personagens desinteressantes e uma história fraca.

Embora as críticas cada vez mais aumentaram, a franquia apenas subiu em bilheteria, algo impressionante tendo em vista todos os pontos negativos que os filmes foram acumulando.

A Vingança de Salazar, como se saiu?

A quinta parte dos Piratas do Caribe, de uma forma impressionante consegue respirar. Não mais interessante que o primeiro longa, claro, o filme se saiu bem, com um roteiro um pouco mais interessante. Todos os filmes sempre tiveram um grande elenco, com indicados ao oscar ou vencedores, mas o que sempre pecava era a qualidade do enredo. Agora, com a chegada de Salazar (Javier Bardem), ao menos o personagem trouxe um tom interessante.

Visivelmente Johnny Depp está desgastado, seu Jack Sparrow não é tão motivado quanto no primeiro filme da franquia, mesmo assim o personagem é cativante e se simpatiza com o público, arrancando risadas e fazendo todos torcerem por ele, nosso velho e querido Capitão Jack. Triste foi ver que agora, de tão desgastado que o personagem está, ele ficou apenas como um adorno, longe de ser o protagonista tão querido.

Triste também é ver como o filme se utiliza da mesma fórmula, a execução dos eventos são os mesmos de sempre. Na busca do artefato, o grupo acaba se encontrando em diversas situações inusitadas, com piratas se aliando e se traindo o tempo todo, soluções inesperadas e muitas piadas e trocadilhos, algumas que funcionam, mas a maioria não mais.

Um dos momentos mais engraçados acontece com a aparição de um pirata peculiar interpretado por Paul McCartney. A participação é curta e totalmente gratuita, mas bastante divertida, o que chega a contrastar um pouco com o resto do filme.

O que resumir do filme, é que claramente foi produzido com o mesmo motivo dos anteriores, para que o público se divirta e encha os bolsos dos produtores de dinheiro. Se vale a pena conferir nos cinemas, é pelos efeitos especiais e o incrível visual.

TRAILER DO SITE:



Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Vida - crítica


Sinopse: Seis astronautas de diferentes nacionalidades estão em uma estação espacial, cujo objetivo maior é estudar amostras coletadas no solo de Marte por um satélite. Dentre elas está um ser unicelular, despertado por Hugh Derry (Ariyon Bakare) através dos equipamentos da própria estação espacial. Tal descoberta é intensamente celebrada por ser a primeira forma de vida encontrada fora da Terra, sendo que um concurso mundial elege seu nome: Calvin. Só que, surpreendentemente, este ser se desenvolve de forma bastante rápida, ganhando novas células e uma capacidade inimaginável.



Nessa imensidão do espaço, onde somos apenas um grão de areia em meio a uma praia gigantesca, Hollywood é o que mais faz a pergunta "estamos mesmo sozinhos no universo"?

Entre teorias sobre extraterrestres um pouco malucas, entre o que é real como a possibilidade de ter existido água em Marte, e principalmente no cinema, entre filmes excelentes e outros assustadoramente péssimos, encontramos este novo lançamento nos cinemas, Vida.

É necessário imaginação na compreensão do gênero que se realiza, o "sci-fi" sempre depende mais da imaginação do que da razão. O diretor Daniel Espinosa saiu de seu gênero favorito, policial, para embarcar nessa nova empreitada. Vida, um filme que mais parece uma junção de recortes de outros filmes do que algo que apresenta uma identidade própria. Este narra a descoberta de vida em Marte, mostrando desde a euforia inicial de ver um novo capítulo da história da humanidade sendo escrita até o desespero por conta das coisas não acontecerem como esperado (assim como dezenas de outros filmes).

O bom elenco é que nos trás algo que vale a pena, apesar de alguns não serem tão conhecidos e outros em alta, todos cumpriram sua missão e o filme dá a tensão necessária, grande parte por responsabilidade de quem está na telona, apesar que todos demonstram estar lá para atuar e deixar o filme rolar, não para que a gente se apegue e chore com a desgraça deles.

Para quem nunca conferiu clássicos do gênero, Vida pode ser bom e ter sua trajetória elogiada, mas no contexto geral, para quem gosta de cinema e já conferiu outras obras, sabe que existem outros bem melhores para ocupar o tempo, fazendo com que este seja apenas mais uma figura em um vasto mural de coisas parecidas.

Sem ter qualquer pretensão de figurar entre grandes filmes do gênero, Vida cumpre seu papel de divertir com seus bons efeitos especiais e com seu roteiro claramente feito debaixo de uma fórmula, mas será facilmente esquecido.

Quer uma experiencia bem melhor com a mesma proposta? Jogue Dead Space.

TRAILER DO SITE:

Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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