segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Crítica de O Lobo de Wall Street

A história de Jordan Berlfort, um corretor de títulos da bolsa norte-americana. Durante o dia ele ganhava milhões de dólares por minuto, e nas noites gastava com sexo, drogas e viagens internacionais. Dinheiro, poder, mulheres e drogas nunca eram suficientes.




Espetacular filme de Martin Scorsese, nos mostra o submundo dos bilionários que nos exploram e dão risada em nossas costas, enquanto faturam bilhões, sem qualquer pudor ou remorso.

Lembra quando lançaram Titanic nos cinemas? As meninas histéricas gritando "Leo merecia o Oscar, Leo merecia o Oscar"... pois é, de lá para cá, sem mais vender tanto a imagem de galã e concentrando em sua capacidade artística, reconhecemos que Leonardo DiCaprio realmente está demorando para ser o vencedor do Oscar, e justamente em O Lobo de Wall Street, vemos um filme onde Leonardo DiCaprio justifica ser merecedor do prêmio este ano em todos os momentos que aparece no filme. Desde momentos dramáticos até os cômicos, como por exemplo, jamais pensarmos que ele era capaz de fazer humor com o físico e não apenas com palavras.

Outros destaques no filme, claro, é a incrível e surpreendente atuação de Jonah Hill, que topou fazer o filme recebendo o que chamam de "salário mínimo" dos atores, como justificativa ele alegou que faria tudo de novo para trabalhar com Scorsese, como resultado também recebeu uma merecida indicação ao Oscar.

Claro que temos outras participações surpreendentes como Jon Favreau (o Shane de The Walking Dead), Margot Robbie, Kyle Chandler, Rob Reiner, P.J. Byrne, Kenneth Choi, Jon Bernthal, Jon Favreau, Spike Jonze, Jean Dujardin, Cristin Milioti, Joanna Lumley, Shea Whigham, Jake Hoffman, Fran Lebowitz e talvez a maior citação destes "coadjuvantes" seja Matthew McConaughey que em seus poucos minutos de aparição no filme, recebe também a indicação ao Oscar.

O mais curioso do filme, é ver tanta gente saindo revoltada do cinema. Cenas de sexo abundantes no filme, drogas em quase todos os momentos (usada até como se fosse o espinafre do Popeye), palavrões embutidos nos diálogos em todos os momentos e nudez frontal das mulheres, fazem com que muitos fiquem bravos dizendo "o filme é ótimo, mas exagerou nisso e naquilo. Talvez devemos largar um pouco nossos preconceitos para entender que Scorsese foi um gênio ao mostrar excessos para entendermos realmente o tal mundo em que aqueles ricos e inconsequentes vivem.

Na minha interpretação, se você saiu chocado do cinema, é porque o filme funcionou perfeitamente.




Crítica de Daniel Fontebasso
Designer Digital
fontecinema@gmail.com

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