segunda-feira, 23 de maio de 2016

X-Men: Apocalipse


Elenco: Evan Peters, Alexandra Shipp, Hugh Jackman, Ben Hardy, Tye Sheridan, Lana Condor, Kodi Smit-McPhee, Lucas Till, Monique Ganderton, Josh Helman, Tomas Lemarquis, Anthony Konechny. Diretor: Bryan Singer.

Sinopse: Também conhecido como Apocalipse, En Sabah Nur (Oscar Isaac) é o mutante original. Após milhares da anos, ele volta a vida disposto a garantir sua supremacia e acabar com a humanidade. Ele seleciona quatro Cavaleiros nas figuras de Magneto (Michael Fassbender), Psylocke (Olivia Munn), Anjo (Ben Hardy) e Tempestade (Alexandra Shipp). Do outro lado, o professor Charles Xavier (James McAvoy) conta com uma série de novos alunos, como Jean Grey (Sophie Turner), Ciclope (Tye Sheridan) e Noturno (Kodi Smit-McPhee), além de caras conhecidas como Mística (Jennifer Lawrence), Fera (Nicholas Hoult) e Mercúrio (Evan Peters), para tentar impedir o vilão.


No início do filme, Jean Grey solta uma frase que não me agradou: “Pelo menos concordamos que o terceiro filme é sempre o pior”, ao sair de uma sessão de O Retorno de Jedi (1983). A piada da personagem, claramente foi uma referencia ao terceiro filme da franquia X-Men: O Confronto final (2006). Mas acho injusto usar o terceiro filme de Star Wars para a brincadeira, já que acho bem melhor que o primeiro, Star Wars: Uma nova Esperança (1977). Claro que a piada ainda vale, se compararmos a outros casos que já aconteceram no cinema.

O filme já impressiona desde o início, com o surgimento do personagem que já sabemos que será um vilão cruel e terrível. Usaram a referência da religião egípcia antiga, para dizer que a mutação e os poderes extraordinários, na época, eram vistos como de seres divinos, uma boa saída para dizer que o vilão é um ser antigo e visto como um deus e também para usar "fatos reais" da humanidade.

A tal humanidade também foi uma tentativa acertada que Bryan Singer encontrou para mostrar seus mutantes indo ao cinema ou passeando no shopping. Talvez fazendo referência também ao fato de que em 1983, os mutantes ainda não tinham tantos problemas para ingressar na sociedade. Algo que foi mostrado como uma coisa terrível em filmes anteriores que se passam em tempos mais atuais.

A escolha do elenco é vista como fundamental para a trama. Seria terrível ver o filme afundar por causa de atores que não se entregam para o papel. Hugh Jackman (Wolverine) já é figura carimbada da franquia, apesar que em várias entrevistas já disse que vai parar porque o personagem exige demais de esforço físico. Grata surpresa foi Sophie Turner (Jean Grey) que já conhecemos de Game of Thrones. Entre outros já conhecidos que foram ingressando com o tempo na franquia. Não coloco nenhum ator como responsável por alguma crítica.

Vários momentos do filme também empolgam, como a luta entre "gladiadores mutantes", a evolução de Magneto (Michael Fassbender) e cenas em que aparecem o Mércurio (Evan Peters) são muito divertidas.

Infelizmente ainda não vi aquele filme do X-Men que julgo ser o perfeito. Falhas infelizmente acontecem, talvez para criar uma trama onde seja perfeita em amarrar pontos de tantos personagens. Não me diga que o filme solo do Wolverine foi pior e era apenas sobre ele, porque mesmo se tratando apenas de Wolverine, colocaram diversos personagens, muitos deles desnecessários naquela ocasião.

X-Men: Apocalipse entra como um dos melhores filmes da franquia, talvez, para mim, esteja empatado com X-Men 2 (2003) e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido.

Trailer do site:


X-Men: Apocalipse
X-Men: Apocalipse Trailer Legendado


Daniel Fontebasso
(Crítico e diretor de curtas)

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