segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Crítica de Moana - Um Mar de Aventuras


Sinopse: Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.



Faturando bilhões em 2016, não seria surpresa a Disney abrir o ano com tudo, logo no início de janeiro, com mais uma animação. Esperando faturar alto novamente, faz um filme com paisagens maravilhosas e tenta agora nos apresentar uma princesa vinda das ilhas do pacífico. Esperando realmente faturar, já estampa no pôster de Moana: Dos Produtores de Zootopia e Frozen (como se não soubéssemos).

As idas e vindas dos estúdios Disney no seculo passado e em alguns momentos dos anos que se passaram, mostram como dar a volta por cima. A Disney voltou a ser gigante quando lançou A Pequena Sereia (1989), onde também foi dirigido pela dupla John Musker e Ron Clements e assim foi lançando seus sucessos que arrebentaram as bilheterias. Mesmo com uma minúscula baixa novamente nos anos 2000, seu retorno ao topo veio com Detona Ralph (lançado também nos primeiros dias de 2013) e se figurou novamente como a gigantesca produtora de animações quando lançou Frozen (adivinhe... lançado em 3 de janeiro de 2014). Certamente a Disney sabe usar suas estratégias.

Não podemos negar a riqueza técnica de Moana, a água por exemplo, dizemos ser impossível ser digital, mas é. Mas vemos claramente que, ao contrário de novos filmes de outras produtoras, a tentativa do filme não é encantar pela técnica e sim pelo sentimento e envolvimento dos personagens.

Cansativas no filme, assim como em Frozen, as músicas são o ponto forte. São belíssimas e as referências culturais são presentes, mas acabam atrapalhando a narrativa, com o desejo claro da Disney, novamente, faturar o Oscar de melhor canção. Em um momento especifico, um dos vilões do filme, do nada, para tudo que está acontecendo para simplesmente cantar quais são as suas motivações.

Outra crítica é a necessidade de colocar personagens "engraçados" e cheios de esteriótipos. A relação de Moana e seu pai, Maui, já soa cômica o suficiente e assim, os vilões e personagens menores não precisavam ter momentos engraçados. Isso não funciona na maioria das vezes e em Moana, falo sim do galo vesgo Heihei, que usa mais sua deficiência física para as pessoas rirem do que sua necessidade de aparecer tanto no filme.

Nem toda animação precisa ter um romance ou a representação de um povo que já estamos cansados de ver em filmes. O filme quebra o “mais do mesmo” com uma princesa longe das que estamos acostumados e dá continuidade a uma nova era da Disney.

A presença brasileira foi muito bacana também, como a Pixar, a Disney colocou um curta antes de Moana começar, chamado "Trabalho Interno", dirigido por Léo Matsuda, muito divertido que conta a história a batalha diária entre nossa cabeça e nosso coração.

Resumindo, Moana - Um Mar de Aventuras é bonito tecnicamente, tem a presença de uma nova princesa sem os velhos esteriótipos da Disney e nos diverte. Mas está longe de ser um filme que vai marcar como os grandes da produtora. Vai sim colocar mais uma princesa no páreo dos parques temáticos.

Trailer do site:



Daniel Fontebasso
(Crítico e Diretor de Curtas)

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